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Maratonas Aquáticas

15/12/2017 13:59:39

Pioneirismo: O legado de Poliana Okimoto para o esporte aquático do Brasil


Aposentada no último domingo, medalhista olímpica deixa seu nome registrado na história do esporte no país.

Foto: CBDA/Divulgação Pioneirismo: O legado de Poliana Okimoto para o esporte aquático do Brasil
15/12/2017 13:59:39

(Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2017) Pioneirismo. Persistência. Lutar contra seus próprios medos e quebrar paradigmas que jamais alguém conseguiu quebrar. Essas palavras ou lemas que, geralmente, são encontrados em livros motivacionais – ou de auto-ajuda – podem definir um pouco da carreira de um dos maiores nomes da maratona aquática mundial. Poliana Okimoto se aposentou no último domingo (10), mas deixa seu nome registrado na história do esporte como legado para novas gerações de atletas e cidadãos melhores para o futuro.

Paulistana, nascida no dia da mulher, Poliana Okimoto começou a nadar aos 2 anos e, segundo a mesma, não conseguirá parar nunca. Profissionalmente, competiu dos 13 aos 34. Não só competiu. Fez história. Foi a primeira brasileira medalhista em Mundiais (Nápoles 2006), um ano depois, no Rio, conquistou a primeira medalha em Jogos Pan-Americanos para o Brasil.

“Foi uma decisão bem difícil de ser tomada. Amo treinar. Amo a natação, mas o meu lado pessoal pesou bastante. Sinto que minha missão está cumprida como atleta e quero trilhar outros caminhos na minha vida”, resumiu Poliana.

Cumprir missões e quebrar a barreira daquilo que nunca ninguém conseguiu parecem ser coisas que Poliana Okimoto buscou durante toda a carreira, mesmo que indiretamente. Em 2009, foi a primeira atleta a se tornar campeã da Copa do Mundo na distância Olímpica e estabeleceu o recorde de número de vitórias em uma mesma temporada (nove vitórias em 11 etapas).

“Talvez seja uma das histórias mais bonitas da natação brasileira. Esse legado dela sempre vai ser lembrado para as nadadoras tanto de piscina, quanto de maratona. Não foi só em relação aos resultados, foi também pela postura dela como atleta. O comprometimento dela com o esporte. Isso é uma das maiores coisas que ela deixa como legado”, disse o marido e treinador, Ricardo Cintra.

“Ela fez com que milhares de jovens acreditassem que era possível um brasileiro ou uma brasileira conseguir aquilo que todo mundo sempre sonhou. Sem contar que os resultados da Poliana serviram como uma alavanca para a modalidade no Brasil. Ela contribuiu muito para isso”, falou o supervisor de maratona aquática da CBDA e membro do Hall da Fama da Fina de maratonas aquáticas, Ricardo Ratto.

Precursora na maratona aquática do Brasil, Poliana abriu portas para a nova geração espetacular da modalidade no país. Durante sua carreira profissional na maratona aquática, participou de todas as edições de Jogos Olímpicos até se aposentar. Talvez em seu melhor momento na carreira, passou pela frustração de não completar a prova em Londres 2012, quando sofreu com as águas geladas do lago Serpentine, no Hyde Park, e só saiu da prova após ter uma hipotermia constatada.

Um ano depois, contudo, ela iniciou sua recuperação com o título do Campeonato Mundial em Barcelona. Ficara para o Rio de Janeiro, onde já havia marcado seu nome para a história, conquistar o maior feito de uma nadadora brasileira até hoje: a medalha olímpica nos Jogos Rio 2016. Mesmo depois de ter feito tanto pelo esporte, ela afirma que ainda quer mais. Agora, ela pretende formar novos campeões e cidadãos.

“Vamos fazer clínicas e quero muito fazer um projeto social para dar oportunidade a pessoas que precisam. Tenho muita experiência no que eu faço, além de contar muito com o Ricardo, que é um cara espetacular, que me fez ganhar tudo que eu ganhei na maratona. Além de cuidar da minha vida pessoal, quero ser mãe e dar mais atenção aos meus pais”, finalizou Poliana.

Em 2017, para concluir seu pioneirismo como atleta profissional, Poliana foi a primeira brasileira eleita para International Marathon Swimming Hall of Fame (IMSHOF). A cerimônia de introdução dos novos membros será no dia 31 de março de 2018, na Capela Beaumont Estate, Old Windsor, em Londres.



Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)

Fundada como Confederação Brasileira de Natação (CBN), em 21 de outubro de 1977, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos completou 40 anos de fundação, em 2017. Atualmente, o presidente da CBDA é Miguel Cagnoni.

A nomenclatura foi mudada em 1988 para adequação, já que a CBDA administra cinco modalidades: natação, maratona aquática, pólo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado. A CBDA, atualmente, tem todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, como federações filiadas.

O Correios, patrocinador oficial da entidade, é parceiro da Confederação desde 1991 e é parte de todas as medalhas e formação de novos atletas nas cinco modalidades


Departamento de Comunicação - CBDA