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Natação

09/08/2016 14:54:15

Chierighini briga por vaga na final dos 100m livre


Jogos Olímpicos Rio 2016

Foto: CBDA/Divulgação Chierighini briga por vaga na final dos 100m livre
09/08/2016 14:54:15

Rio de Janeiro/RJ — As eliminatórias da terça-feira, 9/08, no Estádio Aquático Olímpico colocaram Marcelo Chierighini na semifinal dos 100m livre, com o 13º tempo, 48s53, numa prova eliminatória que quase deixa de fora o campeão Olímpico em Londres 2012, o americano Nathan Adrian, o 16º, com 48s58. Nos Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos de Barcelona 2013 e Kazan 2015, Marcelo foi sexto e quinto com 48s28 e 48s27, respectivamente. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, ele ficou com a medalha de bronze pelo tempo de 48s80.

Os competidores da noite mostram a nova geração chegando com força. O australiano Kyle Chalmers, de 18 anos, venceu as eliminatórias, com 47s90 e bateu o recorde mundial júnior. O campeão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto e medalha de bronze no Mundial de Kazan, o argentino Federico Gabrich, não conseguiu passar para a semifinal, terminando em 22º lugar.

Joanna pensa nas maratonas aquáticas — Após a 24ª colocação na prova de 200m borboleta (2m10s69) Joanna Maranhão terminou sua participação nos Jogos Rio 2016, mas já anunciou que pretende nadar maratonas aquáticas a partir de agora. Ela analisou o que viveu nas três provas em que disputou.


Joanna Maranhão

— Vou nadar o Finkel (Troféu José Finkel, em setembro) e o Torneio Open (dezembro), mas recebi alguns convites e é uma possibilidade. Brinquei com a Ana Marcela se ela me deixava nadar no vácuo dela e ela disse que não porque no final eu a passaria. Fiquei com um gostinho de quero mais principalmente pelos cinco centésimos de ontem. Essa prova de hoje não, realmente não deu, mas fiquei emocionada de ver a torcida empurrando e aplaudindo, mesmo eu terminando em 15º ou 24º. É disso que se trata os Jogos Olímpicos.

Nicolas Nilo se despede da natação — Nicolas Nilo foi o último nadador a cair na água no revezamento 4x200m livre, que ficou em 15º lugar no geral pelo tempo de 7m13s84. Antes dele caíram Luiz Altamir, João de Lucca e André Pereira. Com 29 anos completados no último dia quatro, ele se despede da natação após três Jogos Olímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016), cinco Campeonatos Mundiais (Melbourne 2007, Roma 2009, Xangai 2011, Barcelona 2013 e Kazan 2014).

- São muitos sentimentos, muitas emoções, mas essas lágrimas no meu rosto não tem nada a ver com tristeza. É o fim de uma jornada muito longa. Meu sentimento é de felicidade, apesar de tudo que aconteceu aqui, não posso sair de outra forma, a não ser de cabeça erguida, porque sei que tudo que eu tenho e aonde cheguei devo a Natação. Essa é a ultima vez que caio nessa piscina Olímpica. Tive uma carreira muito feliz. A oportunidade de nadar a Olimpíada dentro de casa foi indescritível – disse Nicolas.


Nicolas Oliveira - Fotos: Satiro Sodré / SSPress / CBA

Questionado sobre seu legado, o atleta relatou o que é mais importante para ser um grande nadador e, como bom mineiro, disse que sai "sem muito alarde".

 - Precisa de muita humildade, força de vontade, saber que não se chega a lugar nenhum sozinho. Eu comecei e encerro minha carreira da mesma forma. Nunca deixei de tratar com muita simplicidade e com muito respeito. Ter força de vontade e garra. É o que eu espero que tenha deixado como legado. A molecada que está aí, só de estar tendo a oportunidade de disputar uma Olímpiada dentro de casa, já é uma bagagem muito grande. A molecada está preparada, principalmente o pessoal do 100m livre, Matheus e Gabriel, já enfrentaram uma pedreira logo de cara. A gente passa o bastão pra molecada já bem pronta aí para as próximas. Eu sou um cara de equipe, a minha postura vai continuar sendo essa. Vou encontrar os caras e continuar mandando minha energia positiva para os que ainda vão nadar. Muita alegria e felicidade. Sabendo que nesse ciclo de quatros anos eu fiz tudo o que poderia fazer. Eu estou me preparando para isso. Já tenho minha vida mais ou menos muito bem encaminhada fora da piscina, mas é difícil passar o bastão. Vamos ver como vai acontecer. Assim como entrei caladinho, devo sair assim, sem muito alarde - finalizou.

Em contraste com Nilo, que se despede, André Pereira, de 22 anos, e Luiz Altamir, de 20 anos, estão acabando de chegar na seleção. Os dois analisaram a participação nos Jogos.

— Estou adorando tudo. É uma experiência única e acima de tudo, um aprendizado. Tenho apenas 22 anos e esta é apenas a minha primeira Olimpíada. Já estou pensando em Tóquio/2020. Hoje não obtivemos o tempo esperado, agora temos que ver os erros, analisar o que podemos ter feito de errado, aqueles detalhes que fazem a diferença, e corrigi-los. Mas valeu.  Estar aqui é muito bom - disse André Pereira.

A natação brasileira conta com recursos dos Correios - Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros -, e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva - Governo Federal - Ministério do Esporte, COB, Speedo e Estácio.

Eliminatórias — 09.08

100m livre — Marcelo Chierighini — 48s53 — 13º (Semifinal)

100m livre — Nicolas Nilo — 49s05 — 28º

200m borboleta — Joanna Maranhão — 2m10s69 — 24º

200m peito — Tales Cerdeira — 2m12s83 — 29º

200m peito — Tiago Simon — 2m15s01 — 36º

4x200m livre — Luiz Altamir, João de Luca, André Pereira, Nicolas Nilo — 7m13s84 — 15º




Eliana Alves / Souza Santos / Mariana de Sá