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Natação

03/12/2014 00:00:00

Bom começo: Um recorde sul-americano, uma final e cinco semifinais


Doha/Catar – O Brasil teve uma boa estreia no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha na madrugada brasileira desta (...)

Foto: Bom começo: Um recorde sul-americano, uma final e cinco semifinais
03/12/2014 00:00:00
Doha/Catar – O Brasil teve uma boa estreia no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha na madrugada brasileira desta terça-feira, 3/12. Etiene Medeiros passou à semifinal dos 100m costas batendo a própria marca sul-americana feita em setembro, Felipe França também está na semifinal com a segunda marca, mesma posição do revezamento 4x100m livre de Henrique Martins, Cesar Cielo, Alan Vitória e Henrique Rodrigues que vai à decisão. Marcos Macedo e Nicholas Santos estão na semifinal dos 100m borboleta. Finais a partir das 13h00 de Brasília no Sportv 2. Etiene Medeiros começou bem o Mundial. Ela fez 57s36, bateu seu recorde sul-americano do Troféu José Finkel, em setembro (57s53) e passou com a sexta marca dos 100m costas para a fase semifinal na tarde desta terça-feira, no Brasil. Etiene nadou ao lado da húngara Katinka Hosszu, que bateu o recorde de campeonato (55s70). - Dei tudo de mim e estou bem feliz. Estava nervosa. Parecia uma atleta infantil – brincou – mas aí é que está o amadurecimento porque a gente aprende a controlar isso. Agora vamos pensar em nadar à tarde pra entrar na final. Esse tempo foi bastante motivador! – disse. O 4x100m livre brasileiro chegou à final com o segundo tempo, 3m07s84, com Itália na frente (3m07s65) e França atrás (3m07s94). O quarteto brasileiro contou na fase de classificação com Henrique Martins (48s06), Cesar Cielo (45s53), Alan Vitória (46s78) e Henrique Rodrigues (47s47) que classificaram como bom, o resultado. Mas este não deve ser o time da final. A comissão técnica está debatendo qual a melhor formação, visto que tem até poucas horas antes para apresentar o time que entrará nadando. Cesar Cielo, que fez a melhor parcial entre todos os que nadaram as eliminatórias (45s53) foi objetivo em sua análise. - Foi um tempo bacana. Todo mundo nadou bem, mas sabemos que muitos nadadores que nadaram as eliminatórias não serão os mesmo da tarde. Acho que Estados Unidos e Rússia estão um pouco acima da gente, mas é final, tudo pode acontecer. Acho que as viradas de todo mundo podem melhorar muito. Essa competição tem uma coisa nova que atrapalha a virada: um relógio no fundo para as provas de fundo e a gente não vê direito o ”t” da raia. Mas isso a gente vai ter que se acostumar. Eu estou focando em todas as provas que tem possibilidade real de medalha e acho que o 4x50m medley do Brasil pode ganhar. Temos chances excelentes nessa prova e vou fazer tudo para conquistar o maior número de medalhas possível. Acho esse revezamento muito empolgante e espero que tenha chegado pra ficar no programa. A gente quer sair daqui com bastante medalha. Os técnicos vão decidir, mas amanhã nado os 50m livre e, passando, o 4x50m medley na final – disse. Alan Vitória entrou muito bem na prova. Ele foi o terceiro a cair na água e fez 46s78. Alan possivelmente vai poupar Cielo caso ele não dispute as eliminatórias do 4x50m medley, na manhã de quarta-feira, 4/12. - Este é meu primeiro Mundial. Acho que fui bem, treinei pra ele e tudo o que eu puder pra contribuir para o melhor resultado da equipe vou fazer. Na final de hoje são oito e estamos lá. O Brasil tem bons nadadores em provas de velocidade – disse. Felipe França passou à semifinal com o segundo tempo das eliminatórias dos 100m peito (57s13). Na frente dele apenas o britânico Adam Peaty (57s02). O campeão olímpico, mundial em longa e curta, o sul-africano Cameron van der Burgh desta vez suou para passar em 13º (57s97). França, que passou em quarto lugar nos 50m (27s25), foi buscar o resultado. - A estratégia era essa de controlar a passagem pra voltar com mais gás. Gostei do resultado para a eliminatória porque o tempo já é melhor do que o meu bronze (57s39, medalha do Mundial em Piscina Curta de Dubai em 2010). A tarde é continuar concentrado pra baixar ainda mais. Depois de nadar a primeira prova do dia, os 100m costas, Guilherme Guido quebrou o gelo do início de Mundial e entrou para a semifinal com o 11º tempo (51s05). - Foi tranquilo. Errei duas viradas, mas na parte da tarde dá pra nadar pra 50s  baixo pra passar pra final e aí pensar em fazer 49s. Nas eliminatórias a cabeça não vem do mesmo jeito. A gente fica mais relaxado. A tarde é diferente. Já entramos mais focados – explicou. Marcos Macedo e Nicholas Santos nadaram os 100m borboleta em 50s76 e 50s86 respectivamente. Macedo esteve com febre nos últimos três dias. - Ontem nem consegui cair na água, mas hoje já amanheci bem melhor e foi bom quebrar o gelo. À tarde muita coisa pode melhorar – disse Marcos. A seleção brasileira de natação disputa o Mundial de Doha com recursos dos Correios – Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros, e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva – Governo Federaral – Ministério do Esporte, Speedo, Sadia e Universidade Estácio de Sá. Eliminatórias – 3/12 – Primeira Etapa 200m livre – 19º João de Lucca (1m44s00)/ 29º Gustavo Godoy (1m46s06) 50m peito – 23ª Ana Carvalho (30s94) 100m costas – 11º Guilherme Guido (51s05) – semifinal / 23º Lucas Salatta (52s08) 100m peito – 2º Felipe França Silva (57s13) - semifinal / 23º João Gomes Jr (59s05) 100m costas – 6º Etiene Medeiros (57s36) –RB/RSA – semifinal 100m borboleta – 11º Marcos Macedo (50s76)/ 13º Nicholas Santos (50s86) 4x100m livre – 2º Henrique Martins, Cesar Cielo, Alan Vitória e Henrique Rodrigues – Final (3m07s84)