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30/05/2018 18:52:55

Novo Programa de Seleções e Comissão Técnica Nacional de Polo Aquático 2018

Rio de Janeiro, 30 de Maio de 2018

Boletim nº 135/2018
CCB

Ilmºs. (a) Srs. (a) DD. Presidentes de Federações Filiadas
à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos

ASSUNTO: Novo Programa de Seleções e Comissão Técnica Nacional de Polo Aquático 2018

A CBDA vem por meio de suas atribuições parabenizar todos técnicos nomeados para a Comissão Técnica Nacional de Pólo Aquático 2018, bem como esclarecer as diretrizes do seu novo Programa de Seleções. Este é o começo de um trabalho que busca resultados positivos no médio e longo prazo, visando aos próximos ciclos olímpicos, especialmente 2024 Paris e 2028 Los Angeles.

Diretrizes:

1. Seleção “semi” permanente: a experiência mostra que o elevado índice de troca de jogadores e técnicos a cada ano e competição, focando apenas no resultado imediato, não contribui para a construção de uma seleção sólida. Por outro lado, os modelos de seleções permanentes, que absorvem os jogadores em grandes períodos ao longo do ano, prejudicam o desenvolvimento do esporte nos clubes. A proposta deste novo programa é construir um grupo coeso que tenha continuidade até 2028, fortalecendo seus laços dentro e fora d’água por meio de treinamentos, colegialles e intercâmbios. Tais atividades serão programas a cada ano de acordo com os recursos disponíveis pela CBDA. Em 2018, será formado um grupo de até 32 atletas com até 20 anos completos em 2018, a partir da observação nos treinamentos e competições internacionais de base (Sul americano Sub16, Panamericano Sub19, Mundial Sub18). Este grupo será monitorado e avaliado constantemente pela CBDA com o apoio dos técnicos. A cada ano, a composição do grupo pode ser reavaliada.

2. Compromisso dos atletas convocados: o programa sempre buscará dar oportunidade ao maior número possível de jogadores, entretanto será indispensável que o atleta convocado assuma um compromisso mínimo de 6 anos, mantendo-se em dia com a rotina de treinos e sem abandono do esporte. Eventuais exceções serão estudadas caso a caso, quando pontuais. 

3. Na composição das seleções, será considerado o potencial futuro do atleta como um dos critérios de convocação, não apenas o limite de idade, a experiência e a qualidade do atleta observada nos treinamentos.

4. Seleção Adulta: será composta por atletas de base, complementada com atletas acima de 20 anos mais experientes.

5. Oportunidade para outras Regiões: 1 vaga de cada seleção será destinadaao melhor atleta selecionado nos programas e competições nas Regiões fora do Eixo RJ/SP, desde que previamente observado e esteja em condições técnicas e físicas compatíveis.

6. Escola Nacional de Pólo Aquático: com o objetivo de enriquecer continuamente o repertório de conhecimento dos técnicos, qualificando e padronizando o método de ensino do esporte nas suas diferentes faixas etárias, a ENPA certificará os técnicos nos Níveis 1 (iniciante) a 4 (experiência internacional) a partir de 2018, promovendo reciclagens anuais, cuja participação se torna condição para permanecer no quadro de técnicos de seleção. Seu conteúdo será continuamente aprimorado com base nas melhores práticas internacionais, na participação dos próprios técnicos brasileiros, na adequação dos ensinamentos e seguindo da FINA à nossa realidade, e na criação de um programa de ensino e de uma filosofia de jogo que utilizem as nossas melhores características (criatividade, mobilidade, velocidade, técnica) ao mesmo tempo em que minimizem nossas maiores limitações (volatilidade psicoemocional, estatura e estrutura física, base de fundamentos, dentre outras).Oportunamente, será publicado o convite e a programação do 1º Congresso Nacional Técnico 2018. 

7. Comissão Nacional de Técnicos: composta por até 16 técnicos que serão convocados para atuar em diferentes categorias e naipes, de acordo com critérios como:certificação e participação na última reciclagem (quando iniciadas), currículo e títulos nacionais e internacionais (como atleta, profissional, técnico de clube, técnico de seleção, cursos e clínicas), carta de apresentação com interesse, visão e filosofia de trabalho, evidências da capacidade de formar atletas e equipes, experiência na condução de delegações em viagens, e perfil mental e social (trabalho em equipe, conduta exemplar e relacionamento com a comunidade). O objetivo é formar um novo e maior quadro de técnicos que se desenvolvam continuamente e trabalhem pelas seleções numa mesma base de condução técnica, comportamental e de filosofia, criando unidade e identidade. Para que o Brasil tenha sucesso, o trabalho de base deve formar atletas que, ao atingir o nívelinternacional, estejam jogando e treinando no mesmo sistema de Pólo Aquático. A composição da Comissão Técnica de cada competição internacional contemplará, sempre que possível, 2 Estados e diversificação de clubes, desde que os técnicos atendam aos critérios estabelecidos.

Das normas e responsabilidades que devem ser observadas pela Comissão:

Responsabilidades do Supervisor de Seleções CBDA:

1. Convocar atletas para os treinamentos das seleções, considerando as sugestões de todos os técnicos de cada categoria e naipe.
2. Programar e viabilizar locais e materiais de treinamento, sempre que possível aproveitando a infra-estrutura e piscinas dos clubes.
3. Agendar as datas de treinamentos e planejar as viagens das delegações, alinhando junto às Comissões de cada categoria e naipe as respectivas necessidades, soluções e expectativas.
4. Fazer o registro das atividades e alimentar a mídia com conteúdo, aumentando a visibilidade e evidenciando o esporte durante treinamentos e competições.
5. Criar, sistematizar e padronizar os critérios de avaliação e seleção de atletas ao longo dos treinamentos.
6. Apoiar as Comissões Técnicas no processo de seleção dos atletas.
7. Observar e orientar os técnicos durante os treinamentos e competições, num processo de formação contínua.
8. Planejar o conteúdo, programar e liderar a realização dos eventos de capacitação, certificação e reciclagem de técnicos nacionais, adotando filosofia participativa e construtivista.
9. Colocar sempre o interesse coletivo, nacional e do esporte acima dos seus interesses individuais, prezando pela conduta baseada em ética, transparência, respeito e humildade. 

Responsabilidades da Comissão Técnica

1. Conduzir treinamentos e selecionar o time nas convocações oficiais para as competições internacionais. Os atletas devem ser escolhidos observando-se as seguintes premissas e critérios:
-- Parte física: avaliar o desempenho a partir dos indicadores previamente definidos junto ao Supervisor de Seleções, observando os atletas em diferentes categorias e considerando o seu potencial de participação futura em seleções nacionais adultas.
-- Pessoalidade: totalmente vedada a convocação por critérios pessoais, ligados a interesses de clubes ou sem justificativa técnica sustentada na observação e registro do desempenho a partir dos indicadores previamente definidos. 
-- Parte técnica: será observada por meio de exercícios e treinamentos específicos, sendo a seleção final por posição: 2 goleiros, 2 centros, 3 marcadores, 4 atacantes e 2 coringas. Uma pequena margem de modificação será permitida com justificativa.
-- Cada atleta deve ser objeto de discussão entre o Técnico e o Assistente, devendo posteriormente apresentar ao Supervisora lista final da convocação com justificativas objetivas, registradas e detalhadas (subjetividade e pessoalidade não serão consideradas).
-- Perfil comportamental e tático: todos os atletas devem aderir a condutas específicas delineadas pela CBDA, baseadas em disciplina, humildade, espírito de equipe, motivação e interesse em serem “estudantes” do esporte, para que tenham a capacidade de entender e concretizar um plano tático.
2. Seguir as instruções de comunicação e controle de atletas durante treinamentos e competições.
3. Estar disponível para participar de eventos e entrevistas para a mídia quando convocado.
4. Apresentar um relatório após cada treinamento e competição internacional, com resultados e recomendações de melhorias.
5. Conduzir ou participar de reuniões de planejamento e preparação de competições, delegações e viagens, quando necessário.
6. Participar das reciclagens e certificações anuais da Escola Nacional de Pólo Aquático, quando houver.
7. Responder aos questionamentos e comunicados enviados pela CBDA com celeridade.
8. Colocar sempre o interesse coletivo, nacional e do esporte acimados seus interesses individuais, e de seu eventual clube, prezando pela conduta baseada em ética, transparência, respeito e humildade. 

Cordialmente,
Miguel Carlos Cagnoni
Presidente
João Santos
Diretor de Pólo Aquático 
Rick Azevedo
Supervisor de Seleções e Fomento do Pólo Aquático