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Pólo Aquático

04/10/2018 11:06:34

Sala dos Atletas: Rudá Franco conta como é ser um atleta profissional de Pólo Aquático


Rudá é atleta do Sesi-SP e da seleção brasileira olímpica dos Jogos de 2016

Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA Sala dos Atletas: Rudá Franco conta como é ser um atleta profissional de Pólo Aquático
04/10/2018 11:06:34

(Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2018) “Há 20 anos, quando comecei, não era possível ser atleta profissional no Brasil. É a realização de um sonho para mim”. A frase é do jogador de Pólo Aquático, Rudá Franco, do Sesi e da seleção brasileira. O atleta foi escolhido para a entrevista do mês do quadro Sala dos Atletas da CBDA. Ele fala sobre suas maiores alegrias, tristezas e como é rotina de um atleta profissional da modalidade.

Veja o bate-papo com Rudá Franco:

CBDA: Qual é a rotina de um atleta profissional de Pólo Aquático? 

Rudá: Tenho uma rotina regrada. São cinco ou seis horas de treinos por dia, em duas sessões. Além disso, tenho a fisioterapia e a prevenção de lesões, pilates, tudo isso proporcionado pelo Sesi-SP. Ainda temos alimentação regrada e oito horas de sono todos os dias.

CBDA: Como é ser um atleta de Pólo?

Rudá: Há 20 anos, quando comecei, não era possível ser atleta profissional no Brasil. É a realização de um sonho para mim.

CBDA: Quando você viu que seria um atleta profissional?

Rudá: Acredito que senti isso quando fui jogar na Espanha, em 2008. Lá, percebi que meu sonho era possível, pelo menos fora do Brasil. Quando voltei, em 2010, fechei contrato com o Sesi-SP, onde pude realizar o sonho de viver do esporte.

CBDA: Qual foi seu momento de maior tristeza no esporte e como lidou com isso?

Rudá: Sem duvidas foi a morte do meu técnico Ernesto, de Jundiaí. Ele foi muito mais que um técnico para mim. Foi minha referencia e meu exemplo de ser humano, tínhamos um vinculo de pai e filho, e ele participava de todas minhas decisões, vitorias e derrotas na carreira e na vida. Até hoje, nove meses depois, tenho muita dificuldade para superar essa ausência, ele sempre dizia "não importa o que aconteça, siga em frente" e isso é o que venho tentando fazer por ele e por mim.

CBDA: Qual foi o momento de maior alegria dentro do esporte?

Rudá: Momento de maior felicidade foi poder defender o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Defender o Brasil no maior evento esportivo do mundo, com a torcida nos empurrando, foi algo que ficará marcado para sempre na minha memória.

CBDA: O que você diria para um jovem atleta que se inspira em você?

Rudá: Primeiro pra desfrutar o Pólo Aquático, fazer amigos, se divertir e aprender todos os valores do esporte. Se quiser ser um atleta profissional, não tem segredo: dedicação, humildade, comprometimento e MUITO TREINO.


Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)

Fundada como Confederação Brasileira de Natação (CBN), em 21 de outubro de 1977, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos completou 40 anos de fundação, em 2017. Atualmente, o presidente da CBDA é Miguel Cagnoni.

A nomenclatura foi mudada em 1988 para adequação, já que a CBDA administra cinco modalidades: natação, maratona aquática, pólo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado. A CBDA, atualmente, tem todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, como federações filiadas.

O Correios, patrocinador oficial da entidade, é parceiro da Confederação desde 1991 e é parte de todas as medalhas e formação de novos atletas nas cinco modalidades.


Departamento de Comunicação - CBDA