CBDA


Quiz CBDA CBlogDA Torcida Curiosidades Piscina Livre Natação Pólo Aquático Saltos Ornamentais Nado Sincronizado Maratonas Aquáticas Capa
Notícias

Maglione: Um dirigente FINA
03/07/2007

Rio de Janeiro/RJ - O uruguaio Júlio Maglione esteve nos Jogos Pan-americanos de 1955, na Cidade do México, como nadador, mas construiu uma carreira sólida mesmo foi como dirigente esportivo internacional. Ele é o Presidente da Comissão de Coordenação da ODEPA (Organização Desportiva Pan-americana) para os Jogos Pan-americanos Rio 2007, membro do Comitê Olímpico Internacional há 15 anos e membro do bureau da Federação Internacional de Natação - FINA desde 1984, onde ocupa o cargo de Tesoureiro Honorário (ver resumo da carreira no final da entrevista).

Em março deste ano, no Campeonato Sul-americano Juvenil realizado na Venezuela, os presidentes das Federações Aquáticas do continente lançaram por unanimidade a candidatura de Maglione para a presidência da FINA, de 2009 a 2012.

Doutor Júlio (ele é dentista por formação), falou da sua expectativa com os Jogos Pan-americanos do Rio, da importância da competição para os países latinos e afirmou: “o Brasil tem condições de sediar os Jogos Olímpicos”.

Qual a expectativa com os Jogos Pan-americanos Rio 2007?
Creio que será extraordinário. Se todas as obras se realizarem, como acredito que acontecerá devido ao enorme esforço dos organizadores, será um grande evento.

Na sua opinião, qual a importância dos Jogos no Rio para os países latino americanos?
Soube que os ingressos de natação e nado sincronizado se esgotaram em poucas horas, assim como de outros esportes. Isso mostra a transcendência que o povo brasileiro está dando à competição. O Brasil ganhará instalações esportivas de primeira linha e se transformará em uma referência que ajudará a todos os países da região.

Vemos Estados Unidos e Canadá como potências ainda distantes para a maioria dos países participantes, um evento destes na América do Sul aproxima tecnicamente?
Nossa intenção é desenvolver o esporte em toda a região, mas sem esquecer os que já são grandes, ou seja, temos que nivelar sempre por cima. A única vez que o Brasil organizou um Pan-americano foi em 1963. Há 44 anos. Acho que para o Brasil, os Jogos já estão mudando a face do esporte porque estão fazendo muita gente despertar para várias modalidades e para a prática esportiva. Como falamos antes, as nações pan-americanas terão agora uma referência mais próxima para se aprimorar.

O que chamou a sua atenção nas novas instalações?
O cenário do Rio de Janeiro por si só é magnífico. Vejo mudanças profundas em todo o complexo do Maracanã. Creio que serão belíssimas as cerimônias de abertura e encerramento. O Maracanãzinho está realmente se transformando em um estádio moderno e o Parque Aquático Júlio de Lamare também ficou muito bom, com todas as especificações da FINA. A CBDA realizou neste o I Mundial Júnior, com mais de 60 países, e na Federação Internacional todos ficamos admirados com o excelente nível de organização e o conforto das instalações. Isto sem falar em toda a nova estrutura que está sendo construída perto do autódromo. Creio que será um belo espetáculo, em palcos de um nível técnico excelente.

E por falar em espetáculo, como o senhor vê a participação da mídia?
A grande revolução dos esportes aconteceu com a entrada maciça da televisão e dos demais meios de imprensa. Todos os grandes eventos precisam de uma impecável estrutura de mídia. Com toda esta exposição vieram os patrocinadores e, com eles, um nível de profissionalização que não existia na minha época de atleta.

Falando como membro da FINA, como esta profissionalização está acontecendo nos esportes aquáticos?
O alto grau de competitividade está levando a ela. Um atleta dos esportes aquáticos hoje não se sustenta em nível elevado se não se dedicar exclusivamente. Mas esta é uma questão que interessa muito à FINA, pois também queremos que os atletas estudem, adquiram conhecimento, enfim, que sejam campeões na vida de cidadãos. Estamos atentos a essa matéria da profissionalização nas seis modalidades da FINA.

Seis modalidades?!
Consideramos a categoria máster como uma modalidade. Então temos natação, saltos ornamentais, pólo aquático, nado sincronizado, maratonas aquáticas e másters. Mas no Comitê Olímpico Internacional a FINA tem quatro esportes, pois maratonas aquáticas é classificada como uma prova de natação.

O senhor acredita que o Brasil tem chances de sediar os Jogos Olímpicos?
Sem dúvida. O Brasil tem todas as condições para competir e obter êxito. O Rio de Janeiro tem dois Parques Aquáticos de excelente nível, tem estádios e já provou capacidade de organização de grandes eventos internacionais. A FINA, que tem a natação, o segundo esporte mais importante dos Jogos Olímpicos, já realizou eventos impecáveis no país.

Ficha Técnica:

Nome: Júlio César Maglione
Nacionalidade: Uruguaio
Naturalidade: Montevidéo
Esporte praticado: Natação
Carreira: Odontologista, Ministro do Esporte do Uruguai, Vice-Ministro de Saúde Pública do Uruguai.

Principais Títulos:
• Presidente da Confederação Sul-americana de Natação – CONSANAT (1976-78)
• Presidente da União de Natação das Américas – UANA (1979-83, 1995-99)
• Membro do Bureau Executivo da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais – ANOC (1991-2002)
• Vice-Presidente da ANOC para as Américas (2002)
• Membro do Bureau da FINA (1984-1988)
• Vice-Presidente da FINA (1988-1992)
• Tesoureiro Honorário da FINA (desde 1992)
• Presidente do Comitê Intergovernamental para Educação Física e Esporte da UNESCO (1998-2002).


Eliana Alves
Assessoria de Imprensa da CBDA
ENTER Assessoria

imprensa@cbda.org.br

LEIA MAIS
»





Produzido pela CBDA :: © Copyright 2007 - Todos os direitos Reservados