EUA conquistam o título nos penaltis
Guadalajara/MÉX – O polo aquático feminino do Brasil conquistou a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos em Guadalajara, após vencer Cuba por 9 a 8 num jogo emocionante. As parciais foram de BRA 2 x 1 CUB / 1 x 2 / 4 x 3 / 2 x 2. Os gols brasileiros foram de Catherine Amanda Oliveira (3), Marina Canetti (3), Marina Zablith, Luiza Carvalho e Cris Beer. Os gols cubanos foram de Danay Gutierrez (3), Leyanis Gutierrez (2), Yadira Oms (2) e Hirovis Hernandez. O Brasil aproveitou quatro de suas sete jogadas de mulher a mais, enquanto Cuba acertou duas em seis.
Pela quarta vez na história do polo aquático feminino em Jogos Pan-Americanos, iniciada nos Jogos de Winnipeg, Canadá, há 12 anos, Brasil e Cuba decidiram a medalha de bronze, e Canadá e EUA, a de ouro. Esta é a terceira vitória brasileira na luta pelo 3º lugar: 1999, 2003 e 2011. Somente em 2007, Cuba levou a melhor.(vide no fim).
Os EUA conquistaram o tricampeonato pan-americano após uma maratona de penaltis contra o Canadá e garantiu a classificação olímpica. No tempo normal empate em 8 a 8, seguido de um 0 a 0 na prorrogação. Nos penaltis, vitória americana por 19 a 18, dando um total de 27 a 26 (EUA 1 x 1 CAN / 1 x 4 / 2 x 2 / 0 x 0 / 0 x 0 / 19 x 18). Na primeira edição, disputada em casa – Winnipeg – o Canadá venceu. Sete jogadoras americanas estavam no título de 2007 – Elizabeth Armstrong, Heather Petri, Brenda Villa, Lauren Wenger, Jessica Steffens, Elsie Windes e Kameryn Craig – contra nove canadenses que também foram vices no Rio de Janeiro: Rachel Riddell, Krystina Alogbo, Emily Jean Csikos, Joelle Bekhazi, Rosanna Tomiuk, Dominique Perreault, Christine Robinson, Tara Campbell e Marina Radu. A canadense Alogbo foi a artilheira da competição, com 16 gols, seguida por três jogadoras com 14: a canadense Joelle Bekhazi (que perdeu o penalti decisivo na final); a americana Courtney Mathewson; e a portorriquenha Paola Medina.
A disputa do bronze começou equilibrada, mas com o Brasil tomando mais as iniciativas e demonstrando bom poder de marcação. Marina Canetti abriu o marcador quase na metade no período, encobrindo a boa goleira Mirelys Zunzunegui, que já tinha feito um par de defesas difíceis. Cuba empatou num pênalti duvidoso no minuto final, mas o Brasil desempatou menos de 10 segundos depois num potente arremesso de Marina Zablith. Antes do quarto final, Tess desviou pro travessão, uma bola que tinha endereço certo.
Logo no início do segundo quarto, as cubanas empataram. Mas Marina fez outro gol por cobertura aos 5’03” e deixou o Brasil novamente em vantagem no marcador. Mas aos 2’49”, Cuba empatou outra vez num belo gol da linha dos 5 metros.
O terceiro quarto foi emocionante, cheio de alternativas e com o maior número de gols: sete. Pela primeira vez na partida, Cuba passou à frente do placar. Mas a equipe brasileira não se abalou e virou o placar, com gols de Amanda e um golaço da centro Luiza, à inglesa. Em jogadas de jogadora a mais na piscina, Amanda fez mais dois, um deles encobrindo a goleira. Quando tudo parecia definido, as cubanas reagiram e fizeram dois gols, encostando novamente no marcador: 6 a 7.
No quarto final, a capitã Cris Beer fez o Brasil abrir dois gols de vantagem novamente num tiro de longe. Aos 6’05, um lance capital: outro pênalti para Cuba e cobrado pela mesma jogadora (Hirovis Hernandez), mas desta vez, defendido por Tess. Num tiro em que a bola sardinhou, Marina Canetti tranquilizou ainda mais a equipe brasileira: 9 a 6, aos 5’04”. Mas contra Cuba, nunca existe tranqüilidade. Na raça, elas partiram pra cima e diminuíram a desvantagem, aos 4’31”, e aos 9 segundos pro fim. Não havia tempo pra mais nada, vitória brasileira e vingança da derrota em casa, no Pan Rio/2007. Principalmente para as sete brasileiras e mais o técnico Roberto Chiappini que estavam naquele jogo. Para 11 brasileiras é a primeira medalha em Jogos Pan-Americanos, incluindo a aniversariante do dia, Gabriela Mantellato Dias, que completou 20 anos. Marina Canetti e a goleira Tess Oliveira conquistam sua segunda medalha de bronze pan-americana, pois faziam parte da equipe de 2003.
- Esta medalha tem aquele gostinho especial. Perdemos no Rio num jogo em que tudo deu errado. Mas nosso time é mais técnico, mais unido, e desta vez, tínhamos certeza que era o nosso dia, não tinha como elas nos superarem. Elas não desistem nunca, tem como maior qualidade a raça, o brio, podem jogar contra os Estados Unidos, campeões pan-americanos, vice-olímpico, que partem pra cima e acreditam sempre. Mas estávamos muito focadas em atingir nosso objetivo – disse Fernanda. Já Amanda, uma das artilheiras do jogo,
- Foi difícil, uma revanche de 2007, sabíamos que ia ser duro, pau a pau, estávamos apreensivas, mas o grupo estava focado, unido e jogamos com muita raça – concluiu Amanda. (áudio completo com Fernanda e Amanda no “leia a mais” abaixo).
Nos outros jogos do dia, a Argentina venceu a Venezuela na prorrogação por 2 a 0, após empate em seis gols no tempo normal (total: 8 a 6), na disputa do 7º lugar do torneio. Pelo 5º lugar, jogaram México e Porto Rico, com vitória portorriquenha por 15 a 13. A arbitragem deste jogo foi do brasileiro José Werner.
Sequencia de gols de Brasil x Cuba:
1º quarto = Brasil 1 x 0 (Marina#4 – encobrindo a goleira cara a cara pelo centro – 5’03”) / Cuba 1 x 1 (Hirovis Hernandez#4 – pênalti – 43”) / Brasil 2 x 1 (Zablith#3 – linha dos 5m – 32”)
2º quarto = Cuba 2 x 2 (Leyanis Gutierrez#2 – chute cruzado pela esquerda de longe – 7’02”) / Brasil 3 x 2 (Marina#4 – encobrindo a goleira da linha dos 5m - 5’03”) / Cuba 3 x 3 (Mayelin Bernal#6 – linha dos 5m – 2’49”)
3º quarto = Cuba 4 x 3 (Danay Gutierrez#5 – linha dos 5m – 6’19”) / Brasil 4 x 4 (Amanda#5 – mulher a mais – 4’04”) / Brasil 5 x 4 (Luiza#8 – tiro à inglesa no centro – 3’37”) / Brasil 6 x 4 (Amanda#5 – pelo centro em mulher a mais – 2’28”) / Brasil 7 x 4 (Amanda#5 – encobrindo a goleira em mulher a mais – 2’05”) / Cuba 5 x 7 (Leyanis#2 – linha dos 5m – 1’42”) / Cuba 6 x 7 (Danay#5 – contra-ataque – 31”)
4º quarto = Brasil 8 x 6 (Cris#7 – mulher a mais – 7’10”) / Brasil 9 x 6 (Marina#4 – tiro cruzado pela direita que sardinhou na água – 5’04”) / Cuba 7 x 9 (Yadira Oms#8 – chute pelo centro – 4’31”) / Cuba 8 x 9 (Yadira#8 – linha dos 5m – 9”)
O Brasil (touca branca) jogou com: 1 – Tess Oliveira (goleira); 2 – Cecília “Ciça” Canetti; 3 – Marina Zablith; 4 – Marina Canetti; 5 – Catherine Amanda Oliveira; 6 – Izabella Chiappini; 7 – Cris Beer (capitã) / 8 – Luiza Carvalho; 9 – Fernanda Palma; 10 – Gabriela Leme Gozani; 11 – Mirella Coutinho; 12 – Gabriela Mantellato Dias; 13 – Manuela Canetti (goleira). Técnico: Roberto Chiappini. Auxiliar-técnico: Pablo Cuesta. Arbitragem: Frank Bohm, das Antilhas Holandesas, e German Moller, da Argentina.
Resultados
28/10, finais
Disputa de 7º lugar: Venezuela 6 x 8 Argentina
Disputa de 5º lugar: Porto Rico 15 x 13 México
Disputa do bronze: Brasil 9 x 8 Cuba
Disputa do ouro: EUA 27 x 26 Canadá
Próximos Jogos (hora local / hora de Brasília) – MASCULINO
29/10 – sábado – finais
Disputa de 7º lugar: Colômbia x Venezuela – 12h30 / 15h30
Disputa de 5º lugar: Argentina x México 14h / 17h
Disputa do bronze: Cuba x Brasil - 15h30 / 18h30
Disputa do ouro: EUA x Canadá – 17h / 20h
Bronze Feminino Pan-Americano = Em 2003, o Brasil conquistou o bronze com Ana Carolina Vasconcelos, Andréa Berlanga, Camila Pedrosa, Claudia Graner, Flavia Fernandes, Mariana Roriz, Maria Cecília Marques, Marina Canetti, Mayla Siracusa, Melina Teno, Tess Oliveira, Rubi Palmieri e Viviane Costa.
Já em 1999, o bronze veio com Ana Regina Abla, Antonella Bertolucci, Camila Pedrosa, Claudia Graner, Cristiana Pinciroli, Cristina Beer, Mariana Fleury, Mariana Delboni Secches, Mariana Roriz, Mariângela Corrêa, Raquel Maizza Chiappini.
Do 4º lugar no Pan Rio 2007, estão em Guadalajara, além do treinador Roberto Chiappini, sete brasileiras e seis cubanas. Pelo Brasil estavam no Pan anterior, Tess, Ciça, Marina Canetti, Luiza, Amanda, Fernanda e Manuela. Do lado de Cuba estão seis medalhistas de bronze no Rio de Janeiro: Leyanis Gutierrez, Hirovis Hernandez, Danay Gutierrez, Yadira Oms, Neldys Truffin e a goleira e capitã Mairelys Zunzunegui. Na ocasião, o Brasil perdeu o jogo por 6 a 5, depois de vencer Cuba, na primeira fase, por 10 a 5.






