A nova marca da CBDA é a marca dos Brasileiros nos Esportes Aquáticos

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Brasil já conta com 28 medalhas

27/03/2010

Foto:Medellin/COL – A natação brasileira subiu a mais 13 pódios (6 ouros, 6 pratas e 1 bronze) no segundo dia de finais do Sul-Americano de Medellín. Agora, o Brasil conta com 28 medalhas na modalidade (14 ouros, 10 pratas e 4 bronzes). Logo a seguir aparece a Venezuela, com nove medalhas (5-0-4); Argentina, também com nove (1-3-5); Colômbia, com oito (0-4-4); Chile, com duas (0-2-0); Paraguai, com duas (0-1-1); Uruguai e Equador, com uma de bronze cada.  
         
Nas duas primeiras provas do dia, duas das três dobradinhas verde-amarelas do dia, a exemplo da véspera, com Daynara de Paula (26s77) e Daniele Jesus (27s35) nos 50m borboleta, e Felipe França (27s90) e João Gomes (28s06) nos 50m peito. Os dois vencedores superaram marcas de campeonato sul-americano e dos Jogos da Odesur.

- Hoje de manhã, nadei só pra me classificar e o tempo de hoje valeu pelo título sul-americano. Minha meta para este ano é ser o nº 1 do mundo. Quero vencer no Pan-Pacífico e no Mundial de curta no fim do ano pra honra e glória de Jesus Cristo, pois sem ele não conseguimos nada – resumiu França.   

A outra dupla brasileira a liderar o pódio foi a de Joanna Maranhão e Larissa Cieslak nos 400m medley, penúltima prova da noite. Joanna conquistou sua quarta medalha de ouro.  O tempo da pernambucana é novo recorde dos Jogos da Odesur: 4m52s84. Já Larissa conseguiu a prata competindo pela raia 8, 5m01s58.

- Não esperava esta medalha. Não fui bem de manhã, quase fiquei de fora e nas finais não consigo fazer tempo assim sem estar polida, o que só estarei no Troféu Maria Lenk, em maio – disse Larissa.

Para quem pensava que a ausência de Kaio Márcio de Almeida nos 200m borboleta iria dar chance aos adversários, se enganou. O Brasil conquistou assim mesmo a medalha de ouro da prova com a revelação Leonardo de Deus, melhor nadador do Sul-Americano Juvenil de 2009, na Argentina. Leo, que já havia vencido os 200m costas na véspera, marcou 2m01s20 no borboleta e bateu o recorde dos Jogos da Odesur. A marca do campeonato sul-americano e o recorde do continente ainda pertence a Kaio, 1m59s05 e 1m53s92, respectivamente.     

Na prova de fundo do dia, pela primeira vez Joanna Maranhão não ficou no lugar mais alto do pódio, ao terminar em terceiro nos 800m livre, com 8m42s09, atrás da venezuelana Andreína Pinto, a mesma vencedora dos 5km (empatada com a brasileira Ana Marcela) e 10km das maratonas aquáticas dos Jogos. Andreína também superou as marcas dos dois campeonatos, com 8m40s05. Sua irmã Jeserik Andreína foi bronze na primeira prova da noite, os 50m borboleta.

Fernanda Alvarenga se superou e venceu a prova em que é recordista sul-americana, os 200m costas, depois de uma operação de vesícula.

- Nem esperava este tempo (2m18s61, novo recorde de campeonato sul-americano), e fiquei bastante feliz com meu desempenho. Pensei que meu tempo da manhã seria melhor do que este. Operei no início do ano e voltei a treinar a cerca de um mês – falou rapidamente Fernanda, que havia sido escolhida para o exame antidoping.

Nos 400m livre, uma final sensacional, decidida entre três nadadores que estavam lado a lado. O brasileiro Lucas Kanieski (medalha de ouro nos 800m livre no primeiro dia) chegou em segundo lugar pela raia 6, com 3m58s58. O vencedor foi o venezuelano Alejandro Gomes, nadando pela raia 8 (3m58s41, novo recorde dos Jogos da Odesur), enquanto o bronze ficou com a raia 7 do colombiano Julio Cesar Montes (3m58s78). Pódio sem raia 4, 5 e 3 é inusitado.

Já nos 100m livre, a venezuelana Arlene Semeco demonstrou mais uma vez que veio pra dar trabalho. Herdeira das medalhas confiscadas de Rebeca Gusmão no Pan Rio 2007, Semeco venceu com autoridade: 56s21, nova marca de campeonato sul-americano e dos Jogos da Odesur. Em segundo chegou a recordista sul-americana Tatiana Lemos Barbosa, com 56s90.

Guilherme Guido confirmou o favoritismo e venceu os 100m costas, com nova marca do Campeonato Sul-Americano Absoluto e dos Jogos da Odesur, 55s14. Gabriel Mangabeira ficou fora do pódio ao terminar na quarta colocação, 57s94.


Na última prova do dia, apesar de ter saído na frente, o reveza brasileiro do 4x200m livre masculino terminou em segundo, atrás da Venezuela. O quarteto brasileiro (Thiago, Rodrigo, Leo e Nicolas) fechou em 7m29s92 contra 7m29s12 dos adversários, novo recorde do campeonato sul-americano.

Souza Santos

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