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Brasil também é bronze no masculino (áudio)

29/10/2011

EUA ganham o título e a vaga olímpica

Guadalajara/MÉX – O polo aquático masculino do Brasil repetiu o desempenho das mulheres e conquistou a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara ao derrotar Cuba por 14 a 7 (BRA 4 x 4 CUB / 2 x 0  / 2 x 3 / 6 x 0). Os gols brasileiros foram de Gabriel Reis (3), Marcelo Franco (2), Henrique Moniz (2), Jonas Crivella (2), Rudá Franco (2), Gustavo “Grummy” Guimarães, Emílio Vieira e João Felipe Coelho. Cuba acertou duas em sete homens a mais, enquanto o Brasil teve aproveitamento de 50% (6 em 12). 

Os EUA são os campeões pan-americanos de 2011 após a vitória de 7 a 3 sobre o Canadá (2×1/2×1/1×0/2×1), em jogo arbitrado pelo brasileiro Jose Werner junto com o croata Dragan Stampalija. Seu capitão Tony Azevedo, filho do brasileiro Ricardo Azevedo, o Rochinha, atual técnico da China, finalmente jogou. Guardado apenas para esta final, ele entrou e fez três gols, todos da linha dos cinco metros. Com isso, os americanos garantem a vaga olímpica das Américas, a exemplo do que fizera na véspera, no feminino. É a 16ª medalha pan-americana do polo masculino dos EUA, a 11ª de ouro, com quatro pratas e um bronze. Já o Canadá chegou à sua primeira final, e conta ainda com cinco bronzes. Para compensar, seu capitão, Kevin Graham, foi o artilheiro do Pan 2011, com 15 gols, seguido pelo argentino Gonzalo Echenique, com 12 gols.

Esta é a 11ª medalha do polo aquático masculino brasileiro na história dos Pans, a quinta de bronze. Até hoje foram uma de ouro, cinco de prata e cinco de bronze. A única dourada foi na edição de 1963, em São Paulo. Neste time vitorioso jogava João Gonçalves, já falecido, avô de Gustavo “Grummy” Guimarães, touca nº 11 do Brasil.

Nos outros jogos do dia derradeiro do polo em Guadalajara, a Colômbia venceu a Venezuela por 11 a 9 na disputa do 7º lugar, com arbitragem do brasileiro André Dester, e na partida pela 5ª colocação, a Argentina derrotou o anfitrião México por 12 a 10.

A disputa do bronze foi complicada. O jogo contra os cubanos foi equilibrado até o terceiro quarto, mesmo o Brasil sobrando na parte técnica. Jogando com garra, o adversário “vendeu caro” a derrota. O Brasil fazia um gol, Cuba empatava. Quando abrimos dois gols de vantagem, parecia que enfim ficaria tranquilo, mas os cubanos conseguiram dois gols no minuto final. O primeiro de pênalti e o segundo aos dois segundos pro fim: 4 a 4.

O segundo quarto foi brasileiro. Gabriel num golaço a inglesa e Marcelo num chute cruzado fizeram os gols do período, que só saíram depois de três minutos disputados. No terceiro quarto, Cuba marcou logo aos 19 segundos, encostando novamente no placar. O Brasil respondeu de pronto com Marcelo aos 7’18”. Mas para surpresa de muita gente, os cubanos chegaram ao empate novamente, com um gol de pênalti e outro de sorte, num chute que bateu no travessão, nas costas do goleiro Marcelinho e entrou. Antes do fim, Rudá marcou para o Brasil e nos deixou novamente em vantagem: 8 a 7.

O quarto final foi um massacre brasileiro. Já levando vantagem na técnica, o melhor preparo físico falou mais alto. Foram seis gols, alguns em contra-ataque velozes e um show nos arremessos de fora. Brasil, bronze merecido, 14 a 7. Gabriel, autor de três gols, incluindo o primeiro da partida, analisou o jogo.

- Viemos pra cá com uma equipe renovada, ficamos triste pela derrota na semifinal num jogo que estava em nossas mãos, mas conversamos e queríamos muito levar esta medalha pro Brasil. Cuba sempre é difícil, tem uma equipe que não desiste nunca, sabíamos que seria duro, mesmo eles não tendo muito intercâmbio – disse Gabriel, que conquista sua terceira medalha pan-americana, após as pratas em 2003 e 2007. Do time de 2007, apenas ele, e o goleiro Luis Maurício permanecem na equipe.

Outro destaque na campanha brasileira foi Henrique Moniz Carvalho, que balançou as redes duas vezes contra os cubanos.

- Nossa campanha foi ótima. Estou satisfeito pela medalha de bronze, mas ficou o gostinho de que dava pra chegar à final. Sabemos que podemos jogar de igual para igual contra eles, falta o detalhe que vem jogando mais jogos difíceis. Não conhecíamos o time de Cuba, mas eles fizeram um jogo duro contra o México, duro com a Colômbia, relativamente duro contra o Canadá. Hoje, começamos mal defensivamente, precipitamos alguns ataques e levamos contra-ataques. Mas sabíamos que nosso time é superior e com mais gás e tivemos cabeça para consertar os erros para conquistar a medalha, usando a defesa e levando o jogo pro último quarto – concluiu Henrique. (ouça o áudio de Henrique e Gabriel no “leia a mais” abaixo)

Sequencia de gols de Brasil x Cuba:
1º quarto = Brasil 1 x 0 (Gabriel#6 – pelo centro – 5’01”) / Cuba 1 x 1 (Ernesto Cisneros#3 – 3’50”) / Brasil 2 x 1 (Henrique#3 – homem a mais – 3’34”) / Cuba 2 x 2 (Jhonasy Rivas#8 – ponte-aérea no centro em homem a mais – 3’12”) /  Brasil 3 x 2 (Gustavo Grummy#11 – belo chute de efeito em homem a mais - 2’40”) / Brasil 4 x 2 (Emílio#2 – homem a mais – 2’13”) / Cuba 3 x 4 (Cisneros#3 – pênalti – 38”) / Cuba 4 x 4 (Rivas#8 – livre diante do goleiro – 2”)

2º quarto = Brasil 5 x 4 (Gabriel#6 – à inglesa pelo centro – 4’51”) / Brasil 6 x 4 (Marcelo#5 – chute cruzado pela direita em homem a mais - 3’52”)

3º quarto = Cuba 5 x 6 (Rivas#8 – 7’41”) / Brasil 7 x 5 (Marcelo#5 – tiro de fora por cima dos defensores na linha dos 5m- 7’18”) / Cuba 6 x 7 (Raydel Carales#7 – pênalti – 5’46”) / Cuba 7 x 7 (Rivas#8 – chute no travessão que bateu nas costas do goleiro brasileiro – 4’24”) /  Brasil 8 x 7 (Rudá#10 – forte chute de fora, no ângulo esquerdo do goleiro – 2’20”)

4º quarto = Brasil 9 x 7 (Gabriel#6 – de virada pelo centro – 7’17”) / Brasil 10 x 7 (Rudá#10 – homem a mais -6’40) / Brasil 11 x 7 (Henrique#3 – penalti – 5’50”) / Brasil 12 x 7 (João Felipe#4 –homem a mais - 2’28”) / Brasil 13 x 7 (Jonas#7 – contra-ataque – 1’49”) / Brasil 14 x 7 (Jonas#7 – chute de fora – 59”)

O Brasil (touca azul) jogou com: 1 – Luis Maurício dos Santos (goleiro); 2 – Emílio Vieira; 3 – Henrique Moniz Carvalho; 4 – João Felipe Coelho; 5 – Marcelo Franco ; 6 – Gabriel Reis Rocha; 7 – Jonas Crivella / 8 – Felipe dos Santos (capitão); 9 – Bernardo Reis Rocha; 10 – Rudá Franco; 11 – Gustavo “Grummy” Guimarães; 12 – Danilo Correa; 13 – Marcelo Chagas (goleiro). Técnico: Goran Sablic. Auxiliar-técnico: Bárbaro Diaz. A arbitragem foi de Hector Valcarce, da Argentina, e Frank Bohm, das Antilhas Holandesas.

Resultados:

29/10 – sábado – finais
Disputa de 7º lugar: Colômbia 11 x 9 Venezuela
Disputa de 5º lugar: Argentina 12 x 10 México
Disputa do bronze: Cuba 7 x 14 Brasil
Disputa do ouro: EUA x Canadá – 17h (local) / 20h (Brasília)

Souza Santos

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