Londres/GBR – César Castro terminou em 17º lugar na semifinal do trampolim de três metros, com 388.40 pontos. Triplo e meio mortal pontapé à lua grupado. Este é nome do algoz de Cesar na semifinal. Com grau de dificuldade 3.5, ele era o quarto e mais complicado da série de seis saltos do brasileiro e baixou sua colocação, que se mantinha na zona dos 12 classificados. O resultado supera Pequim, quando ele parou nas eliminatórias, no 24º lugar.
- A gente fez essa tática de colocar um salto mais difícil. É mais arriscado. O objetivo era tentar fazer um salto mais difícil, bem feito. Não deu. Numa Olimpíada, um salto é suficiente pra te tirar da final. Mas estou tranquilo. A gente fez um belo trabalho, com planejamento nesses últimos anos – disse.
A série semifinal de Cesar tinha grau de dificuldade mais alto que a executada nas eliminatórias, ainda assim Cesar fez três saltos valendo 3.0, enquanto que seus adversários tinham sequências bem mais fortes. Para superá-los era preciso chegar bem perto da perfeição. O técnico Roberto Gonçalves explicou a escolha da série.
- A nota de corte desta semifinal foi mais baixa do que esperávamos. O 12º (Nee Yeoh, da Malásia) fez 441.65. A pontuação do César na eliminatória, 441.90, era suficiente, mas não podemos adivinhar. Nas principais competições do mundo o César está no grupo dos que conseguem as melhores notas, mas não chega no topo e o motivo é o grau de dificuldade do salto. A gente tinha que colocar algo mais ousado. No treino ele vinha fazendo bem esse salto, mas competição é competição. Não deu agora, mas ele está muito bem e o objetivo é realmente inserir ao menos dois saltos bem mais duros para que ele chegue junto dos principais – disse.
César começou com um duplo e meio mortal para frente com um parafuso grupado e terminou a primeira das seis rodadas em 15º lugar (72.00) empatado com o espanhol Javier Ilana e com o australiano Ethan Warren. Este último seguiu igual a Cesar (triplo e meio mortal para frente carpado) na segunda ronda, Ambos na 12ª posição, com 74.40 pontos, somando 146.40 no total. Na terceira sequência, Cesar veio com seu segundo salto mais difícil (3.4) – Duplo e meio mortal para frente carpado com dois parafusos – que lhe garantiu 76.50 pontos, 222.90 no total e o 13º lugar.
Na quarta vez em que subiu no trampolim falhou na entrada do seu salto com grau de dificuldade mais alto (3.5). Fez apenas 35.00 pontos, totalizando 257.90 e caindo para a 18ª colocação. Para subir os degraus outra vez seria complicado. O quinto salto – duplo e meio mortal para trás carpado foi mediano (63.00) e não conseguiu elevar sua pontuação o suficiente para tirá-lo do 18º lugar (320.90). No último, um duplo e meio mortal revirado carpado, ele fez 67,50 pontos, 388,40 no geral.
O saltador de 29 anos vai agora descansar para pensar no próximo ciclo até 2016. Além da prova individual, existe a possibilidade de uma nova prova para ele: trampolim sincronizado.
- O Brasil já está classificado. Preciso encontrar uma dupla pra chegar bem e representar bem o Brasil. Saltar só por saltar não me interessa. Isso vai depender de conversas entre os técnicos, afinidade entre os atletas. Eu tenho condições físicas e a gente tem uma estrutura legal. Eu consigo hoje viver de saltos o que há um tempo, isso não era fácil. Minha preparação física é bem específica pra mim, a parte nutricional muda com o meu treino. Tudo é pensado nos detalhes pra aumentar o meu tempo útil como atleta e melhorar minha performance. Eu estou com 29 anos e a gente está sempre buscando um passo a mais – explicou.





