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Cielo bate recorde de campeonato e revezamento fica em quarto

26/07/2009

Nicolas entra na final com o terceiro melhor tempo


Roma – No primeiro dia de finais da natação no Foro Itálico, na tarde deste domingo, 26/07, César Cielo abriu o revezamento 4x100m livre em 47s09, tempo melhor que o próprio recorde de campeonato dos 100m livre (47s39) – e também brasileiro e sul-americano – feito nas eliminatórias e muito próximo do recorde mundial (47s05). A equipe terminou na quarta colocação (3m10s80) e também teve Nicolas Oliveira (47s39), Guilherme Roth (48s15) e Fernando Silva (48s17).
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Cielo venceu Michael Phelps na disputa dos primeiros 100m livre – o americano fez 47s78 – mas afirma que isso não importa.

- Melhoramos muito o tempo, mas a Rússia nadou melhor na final. Isso é o campeonato mundial. Qualquer um que entra na final pode subir ao pódio, não importa a raia em que está. Não estou nem preocupado com o que eu fiz, com o meu tempo. Não tem Michael Phelps, não tem ninguém, o que tem é o Nicolas, o Fernando e o Roth, que também são nadadores do mais alto nível e eu queria era ir para o pódio com os meus amigos. Mas esse é só o começo. Ainda tem muita competição pela frente – disse Cielo. 

O pódio do 4x100m escapou por menos de um segundo. O time da França fez 3m09s89. A vitória ficou com a equipe americana de Michael Phelps, Ryan Lochte, Mattew Grevers e Nathan Adrian (3m09s21). A Rússia, que ficara em oitavo nas eliminatórias, guardou tudo para a final e faturou a prata (3m09s52).

- Foi espetacular. Nós fomos a surpresa. Ninguém esperava que o Brasil chegasse neste revezamento tão bem. Baixamos em quatro segundos o recorde brasileiro e sul-americano. Um segundo por atleta praticamente. Foi excepcional. Somos muito amigos, muito unidos e essa energia refletiu na água – disse Guilherme Roth.

A equipe brasileira fez mais três finalistas. Gabriella Silva, nos 100m borboleta; Henrique Barbosa, nos 100m peito e Nicholas Santos nos 50m borboleta. Nicholas conseguiu o terceiro tempo semifinal, 23s00. Na frente dele apenas o recordista mundial da prova, o espanhol Rafael Muñoz (22s68) e o sérvio Milorad Cavic (22s75), vice-campeão olímpico. Provando que em Mundiais tudo é possível, o sul-africano Roland Schoeman, que nas eliminatórias bateu o recorde de campeonato, não entrou na final.

- Eu sabia que podia melhorar hoje à tarde. Na parte da manhã estava muito quente. Na final vai sair melhor. Vou partir com tudo pra buscar a medalha – disse Nicholas.

Gabriella Silva, apesar de ter passado mal com infecção intestinal no dia anterior, conseguiu superar a doença e entrar na final com o sétimo tempo (57s42). A atleta chorou de emoção ao ver que uma das vagas na decisão era sua.

- Não sei de onde veio. Pedi muito a Deus pra pegar essa final. Antes de chegar aqui eu nem pensava em final. Isso pra mim já era certo pelo que eu vinha treinando. Cheguei mirando a medalha mesmo. Quando isso aconteceu me desestabilizou completamente. Eu chorava muito. Estava muito nervosa. Aí pensei que não tinha nada a perder. Ainda não desisti. Estou na final e vou lutar pra conseguir uma medalha – disse.

Henrique Barbosa também está empolgado. Ele entrou com o oitavo tempo, 59s60, nos 100m peito.

- Quase que fiquei de fora! A minha série foi um pouco fraca. Eu achei que estava bem. Estou consciente que se eu fizer o meu tempo do Troféu Maria Lenk (59s05) chegou lá. E sei que estou bem, que tenho condições pra isso. Estou na raia oito, aquela de quem não tem nada perder – disse.

Joanna Maranhão, apesar de não ter conseguido vaga na final, ficou muito feliz. Ela mais uma vez superou o recorde sul-americano dos 200m medley, prova que não é o seu principal objetivo em Roma.

- Minha prova principal são os 400m medley. Estou bem feliz, baixei duas vezes o recorde sul-americano. Eu sabia que para brigar pela final tinha que fazer na casa dos 2m09 ou 2m10, mas já sabia também que não aconteceria aqui. Estou chegando lá! – disse. 

Daynara de Paula também ficou satisfeita em ter nadado na casa dos 57 segundos. Ela terminou na 12ª posição.


- Essa competição está tão forte que nadei em 57 (57s68) e não entrei pra final! mas fiquei muito contente em ter me superado – disse.

O Brasil participa do Mundial de Roma com o patrocínio dos Correios e recursos da Lei Agnelo/Piva.

Eliana Alves

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