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Recordes, índices e novos nomes na piscina brasileira

09/09/2004

O segundo dia de finais do Troféu José Finkel, na manhã desta quinta-feira (09/09), foi especial. Foram batidos três recordes sul-americanos, dois recordes brasileiros, um de campeonato e a delegação brasileira para o Campeonato Mundial em Piscina Curta de Indianápolis conseguiu quatro novos nomes. Uma evolução que vem no rastro do entusiasmo gerado pela participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas, que não obteve medalhas, mas revelou uma geração promissora.

Fabíola Molina, do Fadenp Clube, venceu os 100m borboleta com tempo mais alto que os 1m00s23 do recorde sul-americano superado por ela nas eliminatórias, 1m00s52, venceu a disputa, mas só conseguiu vaga no Mundial pouco tempo depois ao ganhar a medalha de prata nos 50m costas em 28s46. A prova foi vencida por Talita Ribeiro, do Pinheiros, de 19 anos, que bateu o recorde sul-americano e obteve índice para Indianápolis com 28s44.
 
- Estou muito feliz. Acho que eu merecia este resultado, minha família, a comissão técnica do Pinheiros, enfim, muitos contribuíram e estão vibrando comigo – disse Talita
 
Thiago Pereira e Joanna Maranhão, ambos do Minas Tênis, deram o show habitual nos 400m medley. Ele ganhou a prova e superou o próprio recorde sul-americano com 4m09s10. Ela ganhou a medalha de prata e bateu o recorde brasileiro, com 4m35s96. Thiago se disse surpreso.
 
- Estou muito surpreso com esse resultado. Não esperava mesmo e não sei da onde estão saindo forças para superar o cansaço deste ano em que tantas coisas aconteceram. Se este resultado aqui no Finkel já era inesperado, não faço idéia do que pode acontecer no Mundial. A única certeza é que vou dar o melhor de mim para outra vez ser finalista – disse.

Na prova masculina dos 400m medley, Lucas Salatta, do Pinheiros, chegou em segundo com 4m11s10, tempo que também supera o índice 4m12s05. Na disputa feminina, a argentina Gergina Bardach, da Unisanta, venceu com novo recorde sul-americano, 4m35s56. Georgina foi medalha de bronze no último Mundial em Piscina Curta, realizado em Moscou, em 2002, e disse porquê deu os louros de Atenas para Joanna.

- Achei que ela merecia, pois vem melhorando muitíssimo e também obteve um grande resultado. Está no caminho para ser uma grande atleta. Estou me sentindo muitíssimo cansada e preciso de férias, mas vou fazer um último esforço para chegar ao Mundial de Indianápolis em condições de repetir ou melhorar meu resultado de 2002 – disse Georgina.

Outro grande resultado do dia foi o dos 100m borboleta masculino. O paraibano Kaio Márcio Almeida, do Nikita/Sesi,  bateu o recorde brasileiro com 52s36, mas quem saiu da água sentido-se mais leve foi o baiano Marco Antônio Sapucaia, da Unisanta, que fez 52s76 e, por um centésimo, entrou no grupo do Mundial, pois o índice era 52s77.

- Parece que saiu um peso. Fiquei fora do Pan-Americano, do Sul-Americano e de Atenas. Dos Jogos da Grécia foi por exatamente um centésimo a mais nos 50m livre. Estou feliz e disposto a trabalhar para ser uma boa surpresa em Indianápolis. Acho que a natação brasileira está num momento de crescimento e neste Mundial pode ganhar umas medalhas – disse.
 
Logo na primeira prova do dia, Paula Baracho bateu o recorde de campeonato nos 200m livre, com 1m59s32. Na versão masculina da prova, Rodrigo Castro, do Minas Tênis, foi o vencedor, com 1m48s04, mas quem vibrou como nunca foi o medalha de prata Rafael Bydlowski, da Unisanta, que aos 21 anos, pela primeira vez conseguiu uma medalha no absoluto.  


Disputa aumenta entre clubes – O Pinheiros continua na frente, com 975 pontos, mas Unisanta e Minas Tênis estão acirrados na disputa pelo segundo lugar. A Unisanta terminou o segundo dia de finais com 804 pontos e o Minas Tênis em terceiro, com 721.

Eliana Alves

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