A nova marca da CBDA é a marca dos Brasileiros nos Esportes Aquáticos

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Sucesso brasileiro em 25 metros

11/10/2004

O Brasil sai de Indianápolis com uma equipe vitoriosa. O 7º Mundial em Piscina Curta, que terminou nesta segunda-feira (11/10) deu ao time brasileiro cinco medalhas (1 ouro, 1 prata, 3 bronzes), 20 finais e 11 semifinais. A equipe também bateu 10 recordes brasileiros e sul-americanos.


O resultado foi considerado excelente não apenas pela equipe técnica nacional, mas também por treinadores das demais equipes que disputaram o Mundial e imprensa especializada. Desde 1997, quando Gustavo Borges ganhou o ouro nos 200m livre no Mundial de Gotemburgo, na Suécia, que o hino brasileiro não era tocado em um Mundial da Fina.
 
O país terminou em quinto no quadro geral de medalhas. Estados Unidos e Austrália tiveram suas bandeiras mais vezes no pódio. Os americanos ganharam 41 medalhas e os australianos, 28. Suécia e Grã-Bretanha vieram em seguida, com nove e seis conquistas, respectivamente. O Brasil soma agora 19 medalhas, 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze em Mundiais em Piscina Curta. Foi a melhor campanha do país desde 1995, no 2º Mundial em 25 metros, realizado no Rio de Janeiro, quando foram conquistadas 3 medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.



O grupo chega ao país nesta quarta-feira (13/10), no vôo RG 8819, às 8h15 no aeroporto de Guarulhos e às 10 horas no terminal dois do aeroporto do Galeão. No Rio de Janeiro desce Rafael Mósca, medalha de bronze no 4x200m livre, e o Coordenador-Técnico da CBDA, Ricardo de Moura. Em São Paulo desembarcam os demais nadadores da delegação, entre eles Thiago Pereira, que em seguida irá para Minas Gerais. Após a prova, Thiago comemorou o início das férias e se disse realizado.


- Foi demais este Mundial. Nesta última prova senti o cansaço e morri um pouco no crawl, mas estou feliz com o resultado. O Omar (Omar Gonzales, seu técnico no Minas Tênis) disse que posso tirar férias até o final do ano, mas devo nadar uma prova e mais um revezamento no Brasileiro Júnior e Senior, no final do ano, no Rio de Janeiro. Só pra não perder o hábito! – brincou.


Quatro vezes Thiago Pereira. O atleta de 18 anos conquistou sua quarta medalha com o bronze nos 100m medley (53s75) e desponta como o astro de uma geração  mais do que promissora. Os 100m medley foi vencido pelo esloveno Peter Mankoc, campeão no Mundial em Piscina Curta de 2002 também nos 100m medley e vice-campeão nos 200m do mesmo estilo. A prata foi para o alemão Thomas Ruprath (53s55), medalha de prata nos Jogos de Atenas no 4x100m medley, e que em Indianápolis ganhou os 50m costas e foi terceiro nos 100m do mesmo estilo.


O 4x100m medley masculino terminou em quarto lugar com recorde sul-americano, 3m33s02. O tempo anterior, 3m35s59, pertencia à equipe do Brasil que disputou o Mundial em Piscina Curta de Moscou, em 2002. Nesta prova, o time americano bateu o recorde mundial, com 3m25s09.  Austrália e Rússia ficaram com prata e bronze com 3m29s72 e 3m32s11.


 – Todo mundo deu o máximo. Achei fantástico este Mundial. Saímos com cinco medalhas e um monte de finais, semifinais e recordes. Isso é legal e acho que os resultados estão vindo naturalmente. Para mim, foi fantástico chegar aqui pela primeira vez e sair com uma medalha de prata – disse César Cielo Filho.


Eduardo Fischer e Flávia Delaroli chegaram em quarto lugar, respectivamente, nos 50m peito (27s38) e 50m livre (24s65). Ela supera o próprio recorde sul-americanos da prova, 24s68. Fabíola Molina foi sexta colocada nos 50m peito também com nova marca do continente, 28s43. O tempo melhora em um centésimo o feito de Talita Ribeiro no Troféu José Finkel de setembro (28s44).


 – A equipe brasileira está de parabéns, mesmo no final da temporada, esticando o polimento, todo mundo conseguiu se superar. Esta foi minha última prova este ano e queria muito nadar rápido. Acho que foi na base da motivação porque na verdade não estou bem fisicamente e por isso fiquei muito feliz com o resultado e o recorde. Faltou a medalhinha, mas não tem problema, quando ela vier pode ser até em uma colocação melhor. Agora vou tirar férias para recomeçar com força total ano que vem – disse Flávia.


O americano Aaron Peirsol bateu o próprio recorde mundial dos 200m costas, com 1m50s52. A marca anterior era 1m50s64, feita em East Meadow (EUA), em março deste ano.


Brooke Hanson foi mesmo imbatível neste Mundial. No último dia, a australiana ganhou sua sexta medalha de ouro, desta vez nos 200m peito. Ela venceu também os 50m e 100m peito, 100m e 200m medley e 4x100m medley.


Adeus, Jenny Thompson – Indianápolis serviu como festa de despedida para uma lenda da natação americana e mundial. Jenny Thompson, de 31 anos, encerrou sua vitóriosa carreira. Ela é a nadadora que mais ganhou medalhas olímpicas na história da natação dos Estados Unidos. Jenny tem 12 pódios em Jogos Olímpicos, sendo que oito de ouro. Com a vitória em duas provas, um segundo lugar e duas terceiras colocações no Mundial de Indianápolis, ela soma 18 medalhas em Campeonatos Mundiais em Piscina Curta.


Em 2005, Montreal – O próximo grande desafio para a natação do planeta será o Campeonato Mundial dos Desportos Aquáticos, em julho de 2005, em Montreal, no Canadá. A competição reúne as cinco modalidade geridas pela Federação Internacional de Natação – FINA (natação, pólo aquático, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratonas aquáticas) e as provas de natação são realizadas em piscina olímpica (50 metros). O próximo Mundial em 25 metros acontecerá em Xangai, na China, em 2006, e no primeiro dia de competições em Indianápolis a cidade de Manchester, na Inglaterra, foi escolhida para o Mundial em Piscina Curta de 2008.


Resumo
Segunda-feira – 11/10 – Finais

100m livre masculino – 1º Jason Lezak – EUA – 47s97 / 2º Salin Iles – Argélia – 48s87 / 3º Rick Say – Canadá / 6º César Cielo – Brasil – 48s77 / 8º Nicholas dos Santos – Brasil – 48s88
50m costas feminino – 1º Haley Cope – EUA – 27s49 / 2º Chang Gao – China – 27s55 / 3º Sophie Edington – Austrália – 28s17 / 6º Fabíola Molina – Brasil – 28s43 (RS)
200m costas masculino – 1º Aaron Peirsol – EUA – 1m50s52 (RM) / 2º Matt Welsh – Austrália – 1m52s54 / 3º Arkady Vyatchanin – Rússia – 1m54s20 / 8º Lucas Salatta – Brasil – 1m56s96
200m peito feminino – 1º Brooke Hanson – Austrália – 2m21s68 / 2º Amanda Beard – EUA – 2m22s53 / 3º Sarah Katsoulis – Austrália – 2m22s97 
100m medley masculino – 1º Peter Mankoc – Eslovênia – 52s66 / 2º Thomas Rupprath – Alemanha – 53s55 / 3º Thiago Pereira – Brasil  – 53s75
100m borboleta feminino – 1º Martina Moravcova – Eslováquia – 57s38 / 2º Rachel Komisarz – EUA – 57s85 / 3º Jenny Thompson – EUA – 58s13
50m peito masculino – 1º Brendan Hansen – EUA – 26s86 / 2º Brenton Rickard – Austrália – 27s09 / 3º Stefan Nystrand – Suécia – 27s28 / 4º Eduardo Fischer – Brasil – 27s38
50m livre feminino – 1º Marleen Veldhuis – Holanda – 24s41 / 2º Lisbeth Lenton – Austrália – 24s54 / 3º Therese Alshammar – Suécia – 24s63 / 4º Flávia Delaroli (RS) e Eileen Coparropa – Panamá – 24s65
200m borboleta masculino – 1º James Hickman – Grã-Bretanha – 1m53s41 / 2º Ion Gherghel – Romênia – 1m54s06 / 3º Peng Wu – China – 1m54s51
1500m livre feminino – 1º Yuri Prilukov – Rússia – 14s39s16 / 2º Simone Ercoli – Itália – 14s53s89 / 3º Dragos Coman – Romênia – 14m56s74
200m livre feminino – 1º Josefin Lillhage – Suécia – 1m56s35 / 2º Lindsay Benko – EUA – 1m56s48 / 3º Dana Vollmer – EUA – 1m58s05
4x100m medley masculino – 1º EUA – 3m25d09 (RM)/ 2º Austrália – 3m29s72 / 3º Rússia – 3m32s11 / 4º Brasil – Guilherme Guido (53s67) , Eduardo Fischer (59s41), Kaio Márcio (52s08) e César Cielo Filho (47s86) – 3m33s02 (RS)


Eliana Alves

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