A nova marca da CBDA é a marca dos Brasileiros nos Esportes Aquáticos

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Thiago, o menino dourado, detona o recorde sul-americano

07/12/2003

Thiago Pereira, o menino de ouro de Volta Redonda, venceu neste domingo (07/12) os 400m medley da etapa de Durban, na África do Sul, a terceira do circuito da Copa do Mundo da Natação, competição disputada em piscina curta (25 metros). O nadador do Minas Tênis detonou o antigo recorde sul-americano pertencente ao colombiano Alejandro Bermudez desde 1998 (4m16s74), ao cravar 4m10s93.


Thiago lutou braçada a braçada com o também brasileiro Lucas Salatta, que na véspera vencera os 200m medley. Salatta era o recordista brasileiro da prova, com 4m16s94, e ao terminar na terceira posição em Durban, também melhorou sua antiga marca, completando em 4m12s89. A medalha de  prata ficou com o sul-africano Terence Parkin, que nadou a série da manhã, fazendo 4m12s62.


O Brasil conquistou mais uma medalha de  prata por intermédio de Eduardo Fischer, nos 200m peito. O catarinense fez o tempo de 2m11s49, atrás apenas do sul-africano Terence Parkin, com 2m10s12. A terceira colocação ficou com o também sul-africano Neil Versfeld, 2m12s59.


A delegação brasileira, que viajou com o patrocínio dos Correios, teve também a participação de mais dois nadadores. No último dia de provas na África do Sul, Monique Ferreira, nos 200m borboleta, e Guilherme Guido, nos 100m costas, não conseguiram passar pelas eliminatórias. Monique terminou em nono lugar, com 2m19s18, enquanto Guido ficou em 11o, com 56s45.


O resultado em Durban foi o mais forte da natação brasileira somando-se as três etapas disputadas. Na África do Sul, o Brasil subiu oito vezes no pódio: Thiago Pereira (ouro nos 400m medley e bronze nos 100m medley); Fischer (bronze nos 50m peito, prata nos 100m e 200m peito); Lucas Salatta (ouro nos 200m medley, bronze nos 400m medley e bronze nos 200m peito).  De quebra, três recordes sul-americanos foram quebrados: Thiago nos 100m e  400m medley e Lucas nos 200m, mesmo estilo.


Antes de Durban, houve disputa em Daejon (Coréia do Sul) e Melbourne (Austrália). Agora o circuito irá para a Europa, em janeiro, terminando com a Super-final do Rio de Janeiro, de 6 a 8 de fevereiro. Os três medalhistas brasileiros em Durban – Fischer, Salatta e Thiago – estão no “Projeto Olímpico” da CBDa, que emgloba 15 nadadores com potencial olímpico para brilhar no ano que vem em Atenas.

Eliana Alves / Souza Santos

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